Ato da educação cobra fim dos bloqueios orçamentários e nenhuma anistia aos golpistas
- SINTUFF
- há 4 dias
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Servidores(as) das universidades e institutos federais de todo o país paralisaram suas atividades na sexta-feira (28) para cobrar do governo Lula o cumprimento integral do acordo de greve firmado com a categoria. A mobilização nacional foi convocada pela FASUBRA e contou com forte presença do SINTUFF, que levou uma expressiva coluna de trabalhadores(as) para o ato.
A manifestação ocorreu em um dia emblemático: há 57 anos, em 28 de março de 1968, o estudante Edson Luís foi assassinado pelo regime militar no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Seu assassinato brutal simboliza a luta histórica contra a repressão e serve de alerta para o momento atual, em que a extrema-direita tentam reescrever a história e minar as liberdades democráticas. Bolsonaro e a cúpula de seu governo tentaram articular um golpe militar, que culminou nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023 às sedes dos três poderes. Agora serão julgados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos seus crimes.
As reivindicações da educação nas ruas
Entre as pautas centrais da mobilização, destacaram-se a exigência pelo cumprimento dos acordos de greve das categorias da educação, a defesa da valorização salarial docente e da unificação do Piso Salarial Nacional do Magistério. Os manifestantes também reivindicaram mais investimentos na educação pública, o combate às escolas cívico-militares e a garantia do passe-livre estudantil. A luta contra o adoecimento da juventude e a climatização das escolas também figuraram entre as demandas apresentadas.
Além disso, a manifestação reafirmou o repúdio à perseguição política, seja a repressão brutal da ditadura militar, seja a criminalização das lutas atuais. Os participantes reforçaram que lutar não é crime, que a greve é um direito legítimo e que os grêmios estudantis devem ser livres. Também denunciaram as isenções fiscais concedidas ao grande capital, que drenam recursos que poderiam ser investidos na educação.
O SINTUFF segue firme na defesa implacável dos direitos da categoria e da educação pública. A mobilização nacional deixou um recado claro que as promessas feitas aos(às) trabalhadores(as) devem ser cumpridas integralmente e que as categorias seguirão pressionando até que as reivindicações sejam atendidas.
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